Caindo na real
Cachorra
Sangraste o meu dedão
Sugaste,
deixaste-me no osso.
Blefaste,
mordeste o meu pescoço.
És louca
Se pensas que eu vou ser teu cão
Vem cá
Molhaste
Mijaste-me o lençol
Bebeste
o meu último tostão
Fumaste
meu único colchão
Fizeste
de quem te adula um urinol
Vem cá
Surtaste
Lançaste-me no poço
Sorriste,
fudeste-me a razão
Gozaste ,
largaste-me no osso
Fizeste,
de mim o poste do teu cão
Vem cá
Surgiste,
funesta aparição
Sumiste,
minh’alma definhou
Voltaste,
canina assombração
Fizeste
de mim o traste que hoje sou
Trás cá minha ração
(Fred 04)

3 Comments:
Tadinho!
"A calma sem alma,
que assola,
atordoa,
E vem no final de cada dia"
Não caia na real,
caia na gandaia,
na jandaia,
no rabo de saia...
Não caia. Sustente-se na SURREALIDADE.
"Provokeme?"
posso? isso é perigoso kkkkkk
intaun, diz aê, fabim já amou tanto que rastejou ao pés da amada?
hahaha. quem eh esse anonimo "provoca-dor"? haha! já rastejei sim. mas só uma vez! e nem valeu a pena...
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