Let´s talk about love (Tim Maia)... (2)
B. Gildenlow disse em resposta ao que postei no dia 20/06 (que termina assim: "Mas na balsa do relacionamento não há peças sobressalentes.")
Mr. Gildenlow:
"...pecas sobressalentes? Num sentimento que estoca mesquinharias pre-fabricadas? O amor so se compara ao tumor em caso de metástase: ao diagnosticar a peça quebrada, tem-se a certeza - que o medo impede que admitamos de cara - de que toda ela ja esta comprometida, e nao apenas parte dela, podendo perfeitamente ser substituida."
As colocações de Mr. Gildenlow sempre são enriquecedoras e peço desculpas desde já por não responde-las de imediato. o fato é q muitas vezes naum estou pronto pra responder ou naum tenho tempo ou estou c preguiça mesmo. Voltando:
Bom... talvez a palavra "substituir" naum seja a mais adequada.Talvez naum seja o medo q nos impeça d admitir d cara, talvez seja a esperança.Talvez o erro esteja em querer nomear de "amor" um sentimento tão complexo.
Na verdade naum sei se concordo Mr. Gildenlow... mesmo pesquisando tanto, naum sei...
As minhas ponderaçoes sempre chegam na linguagem... tenho problemas em nomear coisas internas. Mas aí já é outra coisa... ixi mudei d assunto ne...
quem sabe um dia eu posto algo sobre isso...

2 Comments:
Estou quase igual a sua professora. Afinal de contas o que é o amor? Quando começou esse papo de amor e como ele veio a ficar da maneira que ele é visto hoje?
Na verdade nem sei por onde começar a falar mesmo querendo dizer tanto. A primeira coisa que me vem à cabeça foi o que fizeram do amor (caso ele exista). “Caso ele exista” – sabe, não importa mais tanto o fato do amor ter ou não ter origem. O fato é que hoje ele existe, pois se um dia alguém o criou de brincadeira o fato já foi esquecido e faz parte do inconsciente de todo mundo.
Então o amor existe. E ele pode existir de todas as formas. Amor de mãe, amor de amigo, amor de enamorados, amor de etc. (é). O amor pode ser platônico ou não. Ou seja, o amor que quer manter, estar perto e o amor que pode existir independente do outro. Então temos dois tipos de amor. Mas esses dois tipos de amor se referem à outra pessoa que não você.
Há ainda o amor por você mesmo. Esse é invencível, não há idealizações porque não se pode enganar a si mesmo (claro que um monte de pessoas adoram se iludir). Mas esse auto-amor pode ficar pra depois.
O fato é que o amor existe. Mas ele tem tantas formas que não há como defini-lo. Há sim como conceituá-lo uma hora ou outra a sua expressão. Eu acho que o problema está bem aí, em como as pessoas querem um tipo X de amor, não aceitando nada que seja diferente. E a mídia, através de suas novelas faz isso, tornando o amor superficial – ou seja, tudo aqui que ela não é.
O amor não pode ser superficial, porque ele é profundo. E tem tantas ligações com outros sentimentos humanos que não pode ser explicado, pode ser sentido. E de todas as formas, porque é como a água. Depende do recipiente.
Quando eu digo que não pode ser explicado é porque as palavras não são suficiente mesmo para exprimir sensações físicas, líquidas (risos). Mas eu adoro os poetas que pintam e “musicam” as palavras....
Além disso, é muito bom falar sobre algo que não tem fim, que não tem explicação, que possui apenas o “como” da história.
As pessoas dizem: Nossa estou amando, sinto isso e aquilo. Isso é bonito, só que me assusta na medida em que não é o amor que a pessoa construiu pra si, mas o amor que construíram para outras pessoas e ela utiliza.
Quero a experiência do amor que eu inventei pra mim. Não é ideal porque não pode ser esperado. Vem na força de cada momento. E como o momento é instante não posso esperá-lo apesar de esperá-lo. Esperar sem ideal, entende?
Quanto ao senhor Gildenlow acho que ele confundiu peças sobressalentes com PESSOAS. Isso a gente pode trocar mesmo, se quiser. Para mim a arte dos reparos é de deparar (rePARAR – dePARAR – PARAR) com você mesmo no outro. Se você deseja trocar a “peça” (que não existe), você na verdade rejeita um pedaço de si. Sei lá, chamem um psicanalista!
Cara, meu post ficou tão grande que ele não aparece nos posts, a não ser que eu clique em "post a comment".
Paradoxo chato. Quanto maior mais invisível, argh.
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